Após ação truculenta da PM no clássico, deputado Mário Motta abre representação no MP
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O deputado estadual Mário Motta relatou ter presenciado uma ação policial considerada inadequada na saída do clássico disputado neste fim de semana em Florianópolis. Segundo o parlamentar, torcedores que deixavam o estádio foram atingidos por spray de pimenta e disparos de bala de borracha durante a dispersão, incluindo uma criança de 8 anos que foi alvejada no peito.

“Vi famílias e crianças chorando, pessoas apenas tentando ir embora do estádio e sendo atingidas por spray de pimenta e disparos de bala de borracha. Um momento de lazer se tornou um pesadelo para dezenas de torcedores”, afirmou.
Diante do episódio, o parlamentar informou que apresentará uma representação formal ao Ministério Público de Santa Catarina solicitando apuração dos fatos. Além disso, pretende voltar a discutir o tema com o comando da Polícia Militar de Santa Catarina.
Apesar das críticas ao episódio, Motta ressaltou que reconhece o trabalho da maioria dos policiais militares do estado. “Cerca de 95% da nossa Polícia Militar atua com altíssimo nível de profissionalismo e merece reconhecimento. Justamente por isso precisamos enfrentar o problema dos poucos que ainda não estão preparados para lidar com situações de grande tensão”, disse.
O deputado também voltou a defender o fortalecimento do Batalhão Especial de Polícia de Eventos (BEPE), unidade especializada da corporação. Segundo ele, desde o início do mandato tem insistido na necessidade de ampliar a estrutura e a capacitação de policiais para atuação em jogos de futebol e grandes eventos.
“Já levamos essa pauta diversas vezes ao comando da Polícia Militar e já colocamos recursos à disposição para fortalecer o BEPE. Não se trata de buscar culpados, mas de construir soluções para evitar que situações como essa se repitam”, afirmou.
Motta disse ainda que continuará insistindo no tema até que haja avanços na estruturação da unidade especializada. Para o parlamentar, a qualificação do policiamento em eventos esportivos é imprescindível para garantir segurança tanto para torcedores quanto para os próprios policiais. “O futebol é do povo. Famílias e crianças precisam poder frequentar o estádio com segurança, sem pagar pelo despreparo de profissionais que deveriam zelar por isso”, concluiu.





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