Obras das passarelas da Ponte Colombo Salles serão retomadas, mas Mário Motta aciona CGE devido a inconsistências identificadas
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As passarelas laterais da Ponte Colombo Machado Salles, em Florianópolis, interditadas há décadas devido ao risco de queda de elementos estruturais, podem finalmente ter suas obras de remoção retomadas. O anúncio foi feito pelo deputado estadual Mário Motta (PSD), em discurso na tribuna da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, onde o parlamentar também levantou questionamentos sobre inconsistências identificadas no primeiro contrato de execução da obra.

A história do problema não é recente. Em 2014, um contrato emergencial de R$ 2,6 milhões foi firmado para a retirada das peças mais críticas da passarela sul. Anos depois, um novo contrato de R$ 3,7 milhões foi celebrado para dar continuidade à remoção das estruturas remanescentes, incluindo parte da passarela norte, onde uma adutora da CASAN está instalada sobre a estrutura. Os serviços, porém, foram paralisados em fevereiro de 2025, quando cerca de 36% do contrato havia sido executado, à espera da desativação da tubulação da CASAN.
A boa notícia trazida pelo deputado é que a nova adutora já foi interligada à rede de abastecimento e está em fase final de pré-operação. Com isso, há a possibilidade de que os serviços na passarela norte sejam retomados de forma simultânea à retirada da adutora antiga, sem necessidade de aguardar sua conclusão integral - processo estimado em cerca de 60 dias.
Apesar do otimismo quanto à retomada, Mário Motta chamou atenção para uma divergência preocupante nos registros dos serviços. Ao comparar os dados dos dois contratos, o gabinete identificou indícios de que o total de peças contabilizadas como removidas supera em 193 unidades o que originalmente existia na estrutura, entre vigas, placas de piso e guarda-corpos. Convertida em valores com base nos preços praticados em 2014, a diferença chega a aproximadamente R$ 345 mil, o equivalente a 13% do valor total contratado.
O parlamentar aguardará esclarecimentos técnicos que possam explicar a divergência identificada, os quais não foram obtidos em resposta ao Pedido de Informação encaminhado à SIE. Diante disso, anunciou que dará ciência do caso à Controladoria-Geral do Estado (CGE/SC), para que o órgão avalie a matéria sob a perspectiva preventiva e adote as providências que entender cabíveis.
"O que sempre se busca, e o que a sociedade catarinense merece, é a conclusão definitiva das obras, com segurança, transparência e responsabilidade. Aqui estamos cumprindo o papel da Casa Legislativa, que é fiscalizar, acompanhar e dar visibilidade aos temas que impactam diretamente a segurança e a rotina das pessoas”, enfatizou o deputado.





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